General Braga Netto foi preso em sua residência no Rio de Janeiro
- RENATO PEREIRA TORRES ALMEIDA
- 14 de dez. de 2024
- 2 min de leitura
Ex-ministro Braga Netto é preso pela Polícia Federal por obstrução de justiça
A Polícia Federal (PF) prendeu, neste sábado (14), o ex-ministro e general Walter Souza Braga Netto. Ele é acusado de obstrução de justiça no âmbito das investigações que apuram uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. A prisão faz parte de uma ofensiva que resultou no indiciamento de 37 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros militares e civis ligados ao governo anterior.

De acordo com as investigações, Braga Netto teria participado de articulações para reverter o resultado das eleições de 2022, que culminaram na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Documentos apreendidos na mesa de um de seus assessores mencionam uma "Operação 142", referência ao artigo 142 da Constituição Federal. O material detalha planos para "anulação das eleições", "prorrogação de mandatos" e "substituição do TSE", supostamente parte de uma tentativa de ruptura institucional.
A defesa de Braga Netto nega as acusações e classifica a tese de um "golpe dentro do golpe" como fantasiosa e absurda. Seus advogados também reclamaram da falta de acesso ao relatório final da PF e criticaram o vazamento de informações para a imprensa. Braga Netto, que já ocupou cargos de destaque como chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e ministro da Defesa, reafirmou sua lealdade a Bolsonaro e destacou seu compromisso com valores éticos e constitucionais.
A prisão do ex-ministro ocorre em um contexto de aprofundamento das investigações sobre as ações de apoiadores de Bolsonaro após a derrota nas eleições. A PF concluiu recentemente o inquérito e enviou o relatório final ao Supremo Tribunal Federal (STF), que agora decidirá sobre a abertura de ações penais contra os indiciados.
A operação é considerada um marco nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e sinaliza a disposição das autoridades em responsabilizar não apenas civis, mas também figuras militares de alta patente.



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