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Dólar atinge R$ 6,03 em 13 de dezembro de 2024: entenda os motivos e as perspectivas para o futuro

  • Foto do escritor: RENATO PEREIRA TORRES ALMEIDA
    RENATO PEREIRA TORRES ALMEIDA
  • 13 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

13 de dezembro de 2024 — O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 6,03, consolidando uma alta de cerca de 15% no acumulado do ano. Esse aumento é resultado de uma combinação de fatores internos e externos que pressionaram a moeda brasileira.

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Principais fatores para a alta do dólar


1. Incertezas fiscais no Brasil

A principal razão para a escalada do dólar foi o aumento da percepção de risco fiscal. A incerteza sobre o cumprimento das metas fiscais pelo governo brasileiro gerou desconfiança no mercado, resultando na fuga de capitais estrangeiros. Entre janeiro e setembro de 2024, mais de US$ 52 bilhões deixaram o país, o que representa a segunda maior saída de recursos desse tipo na história. Essa retirada de capital pressiona a demanda por dólar, provocando a alta da moeda.


A ausência de medidas concretas para conter o déficit fiscal fez com que os investidores exigissem maiores prêmios de risco para aplicar no Brasil. O aumento da dívida pública e a percepção de fragilidade econômica elevaram o custo de financiamento e contribuíram para a desvalorização do real.


2. Cenário internacional e geopolítica

Fatores externos também exerceram pressão sobre o dólar. As tensões no Oriente Médio e a incerteza nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, com a possível reeleição de Donald Trump, trouxeram volatilidade ao mercado global. A expectativa de que Trump adote políticas expansionistas e protecionistas aumentou o temor de que o Federal Reserve mantenha os juros americanos elevados por mais tempo, o que favorece a valorização do dólar em escala global.


3. Política monetária dos EUA

Embora o Federal Reserve tenha iniciado cortes nas taxas de juros em 2024, o efeito esperado — de enfraquecimento do dólar — não se concretizou. Isso ocorreu porque a fuga de capitais no Brasil foi maior que a entrada de recursos gerada pela flexibilização monetária nos EUA. A combinação da saída de capital do Brasil e a busca de segurança de investidores globais em ativos dolarizados reforçaram a alta do dólar.


Perspectivas para o futuro


A cotação do dólar continuará sendo influenciada pelo cenário fiscal brasileiro e pelas decisões de política monetária nos Estados Unidos. Se o governo brasileiro conseguir estabilizar as contas públicas e implementar medidas de controle do déficit, o real poderá se valorizar. No entanto, se as incertezas internas e as tensões geopolíticas globais persistirem, o dólar poderá permanecer acima da marca de R$ 6,00 por um período prolongado.


O mercado seguirá atento às próximas decisões do governo brasileiro e do Federal Reserve, que poderão alterar a trajetória da moeda americana nos próximos meses.


Para mais atualizações econômicas e de mercado, continue acompanhando o Valor da Notícia.

 
 
 

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